quinta-feira, 26 de junho de 2014

Ambientes Virtuais de Aprendizagem
Relatório de análise de plataforma e ferramentas


Leaning Management Systems (LMS)

Schoology
https://www.schoology.com/home.php

Com um design inspirado no designado flat design, a Schoology é uma plataforma atual, de interface apelativo e navegação simples. É uma plataforma gratuita, não requer instalação, disponibiliza alguns idiomas, podendo ser utilizada por qualquer utilizador que crie um user. Globalmente permite gerir recursos variados de aprendizagem que possam servir diferentes cursos.
Criar um curso nesta plataforma passa por tirar partido da utilização das seguintes funcionalidades: páginas, albúns, links, ficheiros, testes, quizzes. Assim, será possível apresentar conteúdos e atividades facilmente atualizados.
Para acompanhar o percurso dos grupos/formandos, a plataforma disponibiliza reports por curso, user, tarefas, debates, links. Esta funcionalidade representa uma mais-valia para o processo de monitorização dos grupos/turmas.
É possível carregar utilizadores,criar grupos, gerir calendários e, ainda, atribuir títulos (badges) aos grupos/utilizadores.
Num nível macro, já não ao nível da criação de cursos, esta plataforma permite gerir um espaço de recursos gerais que poderão servir diferentes cursos. Estes recursos poderão ser facilmente pesquisados e podem resultar de diferentes tipos de downloads e de learning objetives. É possível instalar aplicações da web nomeadamente: dropbox, evernote, google drive, khan academy.
Do ponto de vista da gestão do perfil, esta plataforma permite adicionar foto e resumo curricular, aceder a uma caixa de e-mail e, obter informações sobre posts, conteúdos/recursos, formandos e cursos.

Lore
http://lore.com/

A plataforma Lore é minimalista, tornando-a muito fácil de utilizar. O login poderá inclusivamente ser feito via facebook. Tem a vantagens de ser gratuita e não exigir instalação, mas não permite a integração de aplicações da web e não permite o acesso a reports. A navegação geral faz-se através de 4 grandes áreas: courses/groups/help/me.
Para cada um dos cursos criados será possível utilizar as seguintes funcionalidades: discussion/calendar/people/library/syllabus/setting.

Moodle

https://moodle.org/

O moodle é uma das plataformas mais conhecidas e utilizadas, principalmente em meio universitário. É gratuita, acessível em praticamente todas as línguas, contudo, a sua utilização requer instalação e respetivo servidor, não sendo um processo fácil a qualquer pessoa. Ainda que seja bastante completa em termos de funcionalidades, principalmente ao nível dos reports que permite extrair para monitorização de grupos e alunos, é uma plataforma de utilização mais complexa.
Do ponto de vista gráfico, o moodle não é uma plataforma apelativa. Contudo, recorrendo-se a programadores ou outros profissionais com perfis semelhantes, é possível alguma costumização gráfica.
O moodle tem a vantagem de suportar conteúdos em diferentes formatos, como por exemplo flash e HTML.

Google Site
https://sites.google.com/

Google site é uma das inúmeras ferramentas que a Google coloca à disposição de qualquer utilizador, sendo apenas necessário uma conta google. A sua utilização é muito simples e do ponto de vista das funcionalidades é bastante limitado. A estrutura é rígida e o espaço para armazenamento de recursos é reduzido.
De qualquer forma, esta ferramenta, permite a criação de um ambiente de aprendizagem, na medida em que possibilita a apresentação de conteúdos (texto/imagem e vídeo), uma gestão colaborativa, a difusão fácil e rápida de informação na web e o diálogo com utilizadores do site no espaço de comentários de cada uma das páginas. Estas páginas poderão também ser impressas.
Graficamente, a ferramenta disponibiliza um conjunto de modelos com diferentes cores e formatos.

Learndash
http://www.learndash.com/

Esta plataforma é paga, compatível com todos os dispositivos móveis, sendo inspirada na corrente de flat design. Todo o interface da plataforma é user frendly, clean e de grande qualidade em termos de usabilidade. Esta é uma LMS utilizada por várias universidades americanas.
A Learndash permite gerir o perfil de utilizador, aceder aos cursos em que se estiver inscrito e visitar o progresso individual, o que representa uma funcionalidade de enorme importância para o formando/aluno e para a monitorização da parte da tutoria. Este é, aliás, um dos pontos fortes deste LMS, pois o formando poderá assinalar os recursos vistos e ao mesmo tempo avaliá-los.
Esta plataforma apresenta uma excelente estrutura para a criação de cursos, o que do ponto de vista pedagógico é bastante relevante. A estrutura é a seguinte: categoria| curso| lição| tópico.
A contabilização do tempo dedicado a determinado tópico, a marcação do conteúdo estudado, a visualização do progresso, o suporte de uma infinidade de recursos em diferentes formatos, a navegação fácil e intuitiva, a possibilidade de integração de recursos em HTML e CSS e o Quizz no final de cada lição são algumas das principais características desta LMS.
O Quizz é um elemento de destaque do ponto de vista da avaliação, permitindo a criação de testes finais de resposta fechada. É possível utilizar diferentes tipos de questões (single choice, drag and drop, multiple choice, entre outras), especificar o tipo de resultados pretendidos e um feedback final.


Plataformas de Social Learning 

Elgg
http://elgg.org/

A Elgg é uma ferramenta de criação de redes sociais, disponível na web e open source, mas que requer instalação e servidor o que se torna difícil para um utilizador comum. Esta é, aliás, uma ferramenta muito sustentada tecnicamente, com um nível técnico superior, contando com uma equipa de desenvolvedores e programadores.
No site são apresentados vários showcases que mostram aquilo que é possível criar com esta ferramenta, sendo possível verificar que são combinadas diferentes tecnologias mediante as funcionalidades requeridas.

Edmodo
https://www.edmodo.com/

A plataforma Edmodo está acessível a qualquer pessoa através de um login. Todo o interface é bastante agradável e intuitivo, permitindo uma navegação sem grandes dificuldades mesmo para pessoas com menos competências na utilização de ferramentas tecnológicas. Para além do interface, está disponível em alguns idiomas, tal como o português do brasil o que também facilita a sua utilização e, tem a vantagem de permitir o acesso a inúmeras aplicações. Estas são algumas das vantagens desta plataforma social.
Em termos de funcionalidades importa referir que disponibiliza o acesso ao progresso e respetiva atribuição de títulos (badges), notificações e permite pesquisar aplicações, comunidades, editores e conteúdos. Disponibiliza uma biblioteca, onde é possível adicionar recursos, organizar pastas, anexar comentários e sincronizar com o google drive.
Numa gestão mais específica de tarefas dentro de comunidades/grupos, é possível fazer anotações, colocar alertas, tarefas, gráficos e quizzes.

Drupal
https://drupal.org/

Esta plataforma é apresentada numa página bastante densa em termos de informações e conteúdos que exige outro tipo de competências de análise para que se consiga compreender as suas funcionalidades e utilizá-la. É uma plataforma open source mas que exige instalação.

Buddypress
http://buddypress.org/

Esta é uma plataforma robusta pelas funcionalidades que disponibiliza mas cujo acesso não está facilitado a qualquer pessoa. É necessário download e instalação o que por si só requer alguns conhecimentos mais avançados. Trata-se de um plugin poderoso alimentado pelo WordPress.
Esta poderá funcionar como uma ferramenta de comunicação interna numa empresa ou como uma rede social de uma universidade.

Spruz
http://www.spruz.com/

Ao acedermos à página somos automaticamente convidados a criar uma comunidade e na sequência é feito o login. É uma ferramenta paga mas que disponibiliza uma versão free mais limitada. As versões pagas, mais completas e complexas do ponto de vista das funcionalidades que apresentam colocam ao serviço dos seus clientes meios de suporte técnico, já a versão gratuita é de utilização muito simples e intuitiva, não estando contemplado o serviço de apoio técnico. Esta versão gratuita permite globalmente utilizar fóruns, chat, blog e upload de recursos.

Groups
http://grou.ps/home

Na página que apresenta esta ferramenta é possível logo à partida ver os vários exemplos que nos dão uma ideia do aspeto gráfico que esta poderá ter e somos convidados e utilizar a versão de teste. Através desta versão de este percebe-se que é fácil de utilizar, sendo possível escolher o nome da comunidade/rede que pretendemos criar, qual o tema para a imagem gráfica, que tipo de conteúdos pretendemos utilizar e que tipo de membros irá ter a nossa comunidades.
É importante referir que esta plataforma permite a utilização de fóruns, wiki, blogs, ficheiros, vídeos e fotografias e em termos de membros poderá ser livre, moderado ou por convite.

Individuais 

Social Bookmarking
https://www.diigo.com/

Esta é uma ferramenta valiosa para a gestão de conhecimento e do fluxo de informação. Esta permite pesquisar, partilhar e colaborar. A sua utilização é fácil e intuitiva.

Agregação
http://www.scoop.it/

Scoop it é uma ferramenta online que permite fazer curadoria, ou seja, gerir conteúdos sobre determinado tema, estando ligada a diversas fontes de informação.

A sua utilização é simples e intuitiva, basta criar um perfil que poderá ser o mesmo do facebook ou do linkedin. Existe uma versão gratuita, mais simples, e outras que são pagas e por isso mais ricas em termos de funcionalidades.

Blogging

https://www.blogger.com/

Esta é uma das muitas ferramentas de blogging, uma das mais utilizadas durante muito tempo, até surgirem novas. A utilização desta ferramenta é bastante fácil, uma vez que se tratam de páginas pré-definidas, com opções de escolha básicas, nomeadamente a introdução de texto e a sua formatação de acordo com padrões e temas já existentes. Numa perspetiva mais avançada e que exige um pouco mais de exploração, podemos verificar opções de restrição da página e também de monitorização que podem ser bastante úteis.

Importa destacar que esta ferramenta mais do que um repositório de conteúdos é um espaço de partilha e comunicação na web, por isso os conteúdos poderão ser comentados pelos seguidores. Em função do tema, do tipo de conteúdo, da interface escolhida, este é um espaço que se poderá assumir como algo mais ou menos formal.

Ferramentas colaborativas


Google docs ou Goole Drive
https://docs.google.com/

Esta é mais uma das ferramentas da google que exige um conta gmail. Pelo seu carácter colaborativo é uma ferramenta muito útil no âmbito educativo. Esta permite armazenar documentos, partilhar documentos e pasta e trabalhar documentos em simultâneo por vários utilizadores.

Twitter

https://twitter.com/

O twitter é uma rede social muito utilizada que funciona através da troca de mensagens curta. Basta a criação de um perfil e seguidores.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Personal Learning Environment



Breve introdução

Com o desenvolvimento tecnológico e o aparecimento e evolução da Web 2.0, os indivíduos passam a aceder de forma mais fácil e regular a inúmeras fontes de informação, podendo agir e interagir com essa mesma informação. Também a relação com outras pessoas, grupos e comunidades se tornou mais fácil, o que permitiu ampliar as redes de contacto e estreitar relações. As ferramentas e aplicações multiplicaram-se, transformando a forma como atualmente se utilizam, constroem e partilham recursos.

Neste novo contexto, cada indivíduo passa, ainda que nem sempre tenha essa consciência, a ter um controlo muito maior sobre aquilo que lhe permite seguir aos seus interesses e motivações, sendo-lhe dada a oportunidade de os aprofundar e alargar. Assim, não só num plano mais informal mas também nos contextos formais, a aprendizagem passa a ser sinónimo de estar e utilizar a Web, seja para pesquisar informação, para ler, para comunicar ou para partilhar.

Perante este cenário surge um novo conceito, Personal Learning Environment (PLE), referido por autores como Attwell, Waters, Downes, Adell e Castañeda, entre outros, como uma ideia pedagógica sobre a forma como os indivíduos aprendem com a tecnologia. Este conceito remete para o conjunto de ferramentas, fontes de informação, comunidades e serviços utilizados por cada pessoa para aprender, englobando tudo aquilo que utilizamos para obter informação sobre determinados assuntos, e a forma como a vamos utilizar, transformando-a, partilhando-a, arquivando-a.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Bibliografia Anotada – Personal Learning Environments (PLE´s)Unidade Curricular de Processos Pedagógicos em E-Learning (2ºSemestre)Professor José Mota                                                                     
Referência 1


Castañeda, L. y Adell, J. (2013). La anatomía de los PLEs. En L. Castañeda y J. Adell (Eds.), Entornos Personales de Aprendizaje: Claves para el ecosistema educativo en red (pp. 11-27). Alcoy: Marfil. Acedido a 20de Abril de 2014 em http://digitum.um.es/jspui/handle/10201/30408.

Breve descrição:
O artigo descreve o conceito de Personal Learning Environment (PLE), a sua evolução nos útimos anos, os eventos e autores que têm explorado o conceito nas várias vertentes, as partes e componentes que o constituem e principalmente a sua importância no contexto atual de emergência de novos modelos de aprendizagem. Ainda que independentemente da época possamos falar em contextos de aprendizagem, pois estes sempre existiram, as tecnologias, nomeadamente a internet e a abundância de fontes e recursos que esta veio permitir, alargaram os contextos de aprendizagem, diversificaram as fontes de informação e aumentaram a interação entre as pessoas. Neste sentido, os processos, experiências e estratégias inerentes ao processo de aprendizagem alteraram-se com o acesso às novas ferramentas tecnológicas, dando origem ao conceito de ecologia da aprendizagem.

Comentário:
O artigo representa um importante ponto de partida para o estudo deste tema, por clarificar o conceitos e aquilo que o caracteriza, os conceitos que lhe estão associados e por permitir compreender a sua pertinência no contexto do ensino e da aprendizagem.A bibliografia referênciada no artigo representa também um bom ponto de partida para o estudo do mesmo a partir de diferentes perspetivas: professor, instituição, cultura, ferramentas, o futuro da aprendizagem.


Referência 2


Bidarra, J. et al. (2010). Personal learning environments no contexto virtual de um mestrado em comunicação educacional multimédia. In Rodríguez, Manuel Caeiro; Silveira, Ricardo Azambuja; Escudeiro, Paula, eds. - TICAI 2010. [S.l.] : IEEE, Sociedad de Educación, 2010. ISBN 978-84-8158-548-3. p. 67-73. Acedido a 20 de Abril de 2014 em https://repositorioaberto.uab.pt/handle/10400.2/2810.

Breve descrição:
O capítulo analisa a experiência em Personal Learning Environments (PLE´s) no âmbito do modelo de ensino da Universidade Aberta, mais especificamente ao nível do mestrado de Comunicação Educacional Multimédia (MCEM).Depois de contextualizaro papel do aluno atual, aquele que deixou se ser mero recetor de informação e que passar a seguir e a interagir com essa informação, adotando um papel mais ativo, o capítulo faz distinção entre conceitos relacionados (VLE, LMS e PLE) e identifica os variados instrumentos e ferramentas,consideradas as componentes dos PLE´s, que a Internet veio colocar ao serviço dos aprendentes. No contexto do mestrado são analisados os pontos fortes e fracos decorrentes da utilização do Moodle (LMS) e dos PLE´s. Os PLE´s vêm responder às necessidades de aprendizagem ao longo da vida, de autonomia na gestão e apropriação do conhecimento e o respeito pelos estilos de aprendizagem.

Comentário:
O artigo é relevante pela análise mais prática que faz ao conceito de PLE a partir da realidade do mestrado de Comunicação Educacional Multimédia. São identificadas algumas da inúmeras ferramentas que poderão ser utilizadas pelos alunos na construção do seu ambiente de aprendizagem. 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Na sequência da proposta de criação do artigo para a UC de MICO gostava de partilhar algumas considerações sobre o mesmo, sendo que o foco está na Aprendizagem em Rede.

Hoje o conhecimento não é entendido como um produto ou o resultado mas como um processo, onde a aprendizagem acontece de muitas e variadas formas, pelo diálogo, pela reflexão, pela experimentação.  A aprendizagem acontece na rede online aberta, onde a autonomia dos alunos se revela e onde são chamadas as competências de boa pesquisa e seleção de informação, em primeira instância, para posterior reflexão aprendizagem e produção de conhecimento para partilhar com os outros.

O suporte dos pares, bem como os laços construídos no âmbito das comunidades, revelam-se elementos importante para o sucesso da aprendizagem nas redes, especialmente quanto se trata de tarefas cognitivas complexas, tais como a reflexão profunda e o desenvolvimento de competências metacognitivas. As tarefas mais complexas estimulam a colaboração entre pares.

Se antes os requisitos para a aprendizagem estavam na existência de uma sala de aula e num professor detentor do saber, hoje os requisitos para a aprendizagem, que acontece na web e em rede, estão no desenvolvimento de um conjunto de competências prévias, já não tanto de utilização e manuseamento de ferramentas mas de avaliação e análise crítica.

A mudança não está apenas na revolução tecnológica e na massificação do acesso à web mas também na criação de ambientes de aprendizagem mais complexos, onde acontece a transformação pessoal, decorrente da necessidade de adaptação dos educadores, dos alunos e da sociedade em geral.


No âmbito da UC de Processos Pedagógicos, foi-nos proposta a elaboração de artefato, que desenvolvi em parceria com o colega Rui André Pedreira e que partilho agora neste espaço. O trabalho desenvolvi consiste num Wiki e para contextualizar a abordagem deixo aqui uma pequena introdução.
Hoje o conhecimento já não nos é transmitido e a aprendizagem sofre a influência dos fluxos de informação da Web e dos motores de busca. O processo inverteu-se porque são os indivíduos autónomos e decisores, que decidem aquilo que querem aprender e pertencem aos espaços de aprendizagem disponibilizados pelas novas tecnologias que efetivamente lhes interessam. Será que estes novos espaços e contextos de aprendizagem vieram tornar o processo mais rápido, mais fluido, mais participado, mais constante? Como se aprende na rede e o que influencia este processo? O conceito de Conhecimento mudou? Como se constrói o Conhecimento perante os desafios da sociedade atual?
No sentido de encontrar algumas respostas para estas questões e, ao mesmo tempo, conhecer e compreender melhor modelos e teorias aplicadas ao Ensino a Distância e ao e-learning vamos debruçar-nos sobre:
O Modelo da Comunidade de Inquirição de Garrison, Archer e Anderson;- O Modelo da E-Moderação de Salmon;- A perspetiva da construção do conhecimento e da aprendizagem aos olhos do Conectivismo.
Depois de uma descrição de cada um dos pressupostos teóricos, terminamos com uma reflexão final que analisa de modo cruzado os princípios e orientações que interessa reter no que diz respeito:
Ao Papel do Professor;- À Construção do Conhecimento e Aprendizagem.
Nota: Ainda que no título do trabalho surja apenas Siemens, a teoria do Conectivismo é analisada neste trabalho à luz de Stephen Downes e Tony Bates.
Para aceder à wiki clique aqui:
https://ppe-pedagogiaelearning.wikispaces.com/home 

quarta-feira, 26 de março de 2014

Bibliografia Anotada – Pedagogia do Elearning e Papel do Professor Online
Unidade Curricular de Processos Pedagógicos em E-Learning (2ºSemestre)
Professor José Mota

                                                                      Referência 1

Moreira, J. António; Monteiro, A. (2010). O trabalho pedagógico em cenários presenciais e virtuais no ensino superior. "Educação, Formação e Tecnologias". ISSN 1646-933X. Vol. 3, Nº 2 (2010), p. 82-94. Acedido a 25 de março de 2014 em http://hdl.handle.net/10400.2/2754.

Breve descrição:
O artigo descreve uma experiência realizada no contexto do ensino superior, onde houve lugar à auscultação dos estudantes acerca do processo de aprendizagem no ambiente online, especificamente através de uma plataforma de aprendizagem.
Os autores adotaram um design para a aprendizagem online inspirado no modelo pedagógico de Salmon (2000) e no modelo de comunidades de investigação de Garrison & Anderson (2003). “De acordo com o modelo proposto por Salmon (2000), nos ambientes de b-learning, apesar de ser preciso algum suporte tecnológico, é fundamental a tarefa do docente no sentido de promover o acesso, gerar motivação, facilitar a interacção social e participar na troca de informações de forma a mediar o processo de construção de conhecimentos que será o responsável pelo desenvolvimento integral do estudante.” (Moreira & Monteiro, 2010, p.84).

Do ponto de vista dos resultados, os autores tiveram a possibilidade de comprovar que a criação de espaços e de comunidades virtuais de aprendizagem, complementares à aprendizagem presencial favorece as interações professor/estudantes e estudantes/estudantes, a partilha de conhecimentos e as estratégias de trabalho cooperativo, com recurso a materiais e a estratégias que estimulam os estudantes a processar a informação autonomamente e de forma significativa, respeitando o seu estilo e ritmo de aprendizagem.

Comentário:
O artigo vai ao encontro dos resultados de pesquisas realizadas a nível internacional sobre o potencial das plataformas de aprendizagem e o papel determinante dos professores nestes espaços, enquanto facilitadores da aprendizagem.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Virtualização das Relações Sociais

Tema da atividade:
Virtualização das Relações Sociais

Disciplina:
Educação e Sociedade em Rede

Questões levantadas:
Quem são e como são verdadeiramente esses outros que encontramos na rede? Que são eles por detrás das máscaras que constroem na rede? Que somos nós de nós próprios na rede? Somos ou poderemos ser transparentes? São as imagens que de nós partilhamos autênticas? Que dizem de nós? Tudo? Nada?

Como poderemos assegurar a autenticidade da informação? Pela sua transparência? Quem a valida ou autentica? Quem o poderá fazer? A própria comunidade, a propria rede? Será pela transparência dos processos de partilha? Como e em quem na rede poderemos confiar? Como se poderá garantir a qualidade da informação e como se poderá garantir a idoneidade da utilização dessa informação?

Palavras-chave:
Redes, transparência, autenticidade, idoneidade, virtualização, qualidade, informação, relações.


Introdução:
A abordagem ao tema da Virtualização das Relações Sociais poderá ser feita a partir de perspetivas muito diferentes e recorrendo a diferentes autores. A minha abordagem ao tema procurou compreender este novo contexto de relações sociais mediadas tendecialmente pelas novas tecnologias, um contexto que é virtual e que está a influenciar a construção da identidade. Quem são estes indivíduos com quem nos relacionamos no ciberespaço?  

Novos meios de comunicação/interação, novas relações, novos papéis e contextos

O mundo contemporâneo sofre todo um processo de reorganização das experiências e da cultura devido às alterações que se verificam nas relações sociais, atualmente mediadas pela tecnologia. Na prática as novas tecnologias têm vindo a “criar novas formas de acção e interacção, e a reordenar a maneira como os indivíduos interpretam e reagem ao mundo social” ( Ferreira, 2012:186).

Esta interação é realizada a partir de janelas e ecrãs que vierem permitir ao indivíduo interpretar personalidades distribuidas por diferentes comunidades. Se até determinado período o indíviduo essencialmente foi um espetador dos novos média, tornou-se posteriormente num participante ativo, o que também veio afetar as relações humanas. Hoje manipulamos os média com um clique ou com um simples avatar inventado.

 “A internet surge como um novo meio que se vem juntar a outros meios de comunicação, como a linguagem, para dar consistência à interacção humana e à constituição e manifestação das subjetividades (Esteves, 2003:200, citado por Ferreira, 2012:186). Neste contexto muda a criação de sentidos, os critérios relativos ao momento, aos interlocutores e aos lugares, sendo as novas modalidades de virtualização o processo articulador de toda uma vida social marcada cada vez mais pela ruptura dos limites do espaço e do tempo.

Elizabeth Reid (citada por Ferreira, 2012:187) refere que no contexto das novas redes sociais se verifica a atenuação de barreiras sociais e a desinibição da comunicação. Isto significa que nestes contextos a posição social, a idade, a aparência não são condicionantes de nada e a comunicação acontece a partir de novas formas de discurso onde as barreiras construídas socialmente não têm lugar.

A internet assume-se assim como um espaço de liberdade onde os indivíduos podem experienciar novos papéis, colocar-se em contextos diferentes, a partir das quais são acionadas práticas que alteram definitivamente as condições de formação da identidade do indivíduo. No ciberespaço o indivíduo pode comunicar sem limitações de espaço e de tempo, encontrando espaços de significação que o obrigam, consequentemente, a rever a questão da identidade.

Construção da Identidade no Ciberespaço

A relação do indivíduo com o contexto social é importante para a compreensão da formação da identidade. Os individuos, enquanto sujeitos sociológicos, constroem a sua identidade na relação com outras pessoas, aquelas com quem se identificam e que são consideradas uma referência. Lévy (citado por Malveira, 2011:2) considera que a identidade se constrói na interação do indivíduo com os seus espaços de significação, sejam espaços afetivos, estéticos, sociais, entre outros.

Giddens (citado por Ferreira, 2012:186) refere-se à identidade como projeto reflexivo da responsabilidade do indivíduo. Será que as novas tecnologias e meios de comunicação e interação colaboram para tornar o processo de construção da identidade mais reflexivo e pessoal?

No contexto atual a identidade do indivíduo organiza-se em torno de imagens dinâmicas produzidas através da exploração e transformação das realidades virtuais onde poderá assumir várias identidades e “corpos virtuais” (avatares). Um avatar, ao permitir que sejamos o que queremos ser, poderá ser o meio, o contexto ou a oportunidade para  refletirmos e descobrirmos quem somos e quem desejamos ser.

 “Se tradicionalmente um indivíduo pode despir e vestir papéis diferentes em cada lugar e em cada momento concreto, o que os computadores permitem agora é vidas paralelas a que correspondem identidades paralelas” (ferreira, 2012:189).

A internet converteu-se numa espécie de “laboratório social” onde é possível “ensaiar” a construção do eu. Na realidade, no ambiente virtual, as pessoas não apenas se transformam em quem fingem ser mas também acreditam que são ou quem gostariam de ser. É, desta forma, que os novos média promovem práticas de comunicação que fomentam um sujeito instável, múltiplo e difuso, aquilo a que Ferreira (2012) chama de “Eu fragmentado”.

Na mesma linha de pensamento Malveira (2012:6) refere que “ as relações são mediadas pelas imagens construídas a partir do consumo dos signos de uma cultura global a fim de pertenciamento por identificação às mais variadas subjetividades coletivas, e dá-se conta, neste mercado global de estilos, que os demais indivíduos partilham do saber bem como da identidade: de forma fragmentada.”

À medida que as experiências do indivíduo na contexto virtual vão sendo incorporadas de modo reflexivo na construção do eu, a sua natureza vai sendo transformada. A proliferação de estilos de vida e a capacidade de criar novas personagens constituem uma forma dos indivíduos se reapropriarem e até criarem o seu modo de ser. É nesta linha de argumentação que Ferreira se refere a uma identidade dita flexível.

Turkle (citado por Ferreira, 2012:92) considera que a multiplicidade não é aceitável se implicar uma confusão mental mas aceita que a identidade seja desenvolvida enquanto multiplicidade. Esta multiplicidade, relativa às inúmeras experiências, facilitam a descoberta de si próprio e o desenvolvimento pessoal, a autodescoberta e a autotransformação.

Ferreira afirma que para existir identidade no ciberespaço é necessário, para além do eu unitário e do eu fragmentado, considerar um eu flexível.

“um eu de que a essência não é unitária, nem as suas partes são entidades estáveis, mas em que é fácil alternar entre as suas facetas, elas próprias em mutação devido à constante comunicação que mantêm entre si.” (Ferreira, 2012:195)

Turkle (citado por Ferreira, 2012:188) considera o espaço virtual como uma extensão do real onde os indivíduos podem aprender, conhecer o eu e o outro, simular e aproximar-se das verdadeiras identidades. Malveira (2011:6) refere que “ ciberespaço é um ambiente onde o virtual constitui um novo espaço antropológico, o espaço do saber”.

Comunidades virtuais e Cultura de Simulação

Rheingold (citado por Ferreira, 2012:187) remete para o conceito de comunidades virtuais que surgem, na sua perspetiva, quando um grupo de pessoas estabelece relações  com sentimento, na realidade virtual, durante períodos longos. Nestas comunidades existe partilha inteletual, riqueza de conhecimentos e “apresentam-se como suporte aos processos cognitivos, sociais, e afetivos, fazendo com que a rede de tecnologia eletrónica e telecomunicações se transmute num espaço social povoado por indivíduos que aqui (re)constroem as suas identidades e os seus laços sociais”.

As comunidades virtuais criam um contexto para pensar e repensar a identidade e abrem espaço para a descoberta do significado experiencial duma cultura da simulação.

“Quando pisamos a fronteira entro o real e o virtual, experimentamos períodos de tensão, de reacções extremas e de grandes oportunidades: momentos liminares no decurso dos quais emergem novos símbolos e significados sociais.” (Ferreira, 2012:189)

A cultura da simulação pode ajudar a alcançar uma visão de uma identidade múltipla mas integrada, cuja flexibilidade e elasticidade advém do facto de ter acesso às muitas personalidades que constituem cada indivíduo (Turkle 1997, citado por Ferreira 2012). Como refere Malveira (2011), citando Baudrillard, o indivíduo descobre-se como simulador de si e perde-se do real para dar lugar ao hiper-real e o comum torna-se espetacular.

Conclusão

O ciberespaço veio colocar os indivíduos numa posição mais nívelada na medida em que, independentemente das suas características pessoais, sociais ou espaciais, podem ser e estar onde os seus interesses os conduzirem. Não existem barreiras sociais à comunicação e às relações, qualquer indivíduo pode livremente estar e participar em comunidades virtuais porque estas vão ao encontro dos seus interesses e motivações e assumir em cada uma delas diferentes papéis. Papéis que não têm de ser opostos ou irreais mas sim complementares e resultantes de uma processo permanente de construção e reconstrução da identidade.  

Esta perspetiva do Eu Virtualizado leva-me a considerar que as relações virtuais desafiam os indivíduos a refletir, a descobrir e a interpretar o que os rodeia e isso faz com que estejam em permenente evolução. A multiplicidade caracteriza os contextos virtuais, logo o indivíduo tem a oportunidade de se rever mais facilmente em diferentes cenários e experiências, que o obrigam a posicionar-se perante essas situações.


Referências:


http://www.exedrajournal.com/docs/N6/12-CCE.pdf

http://www.intercom.org.br/papers/regionais/nordeste2012/resumos/R32-1497-1.pdf

http://www.intercom.org.br/papers/regionais/sul2011/resumos/R25-0670-1.pdf



domingo, 15 de dezembro de 2013

Bibliografia Anotada

Recurso 1

Referência
Downes, S. (2007) Models for Sustainable Open Educational Resources. Interdisciplinary Journal of Knowledge and Learning Objects, Volume 3, 2007. Retirado da web: http://www.ijklo.org/Volume3/IJKLOv3p029-044Downes.pdf

Resumo
O artigo começa por reconhecer a importância dos REAs para os indivíduos  e para a comunidade, na medida em que aumentam o valor dos recursos produzidos individualmente e contribuem para a aprendizagem das comunidades. Os REA são importantes e desejáveis quer pela partilha do conhecimento, quer pela difusão da inovação. Contudo, existem inúmeras questões que se levantam sobre a sua sustentabilidade. A preocupação partilhada pelo autor está em como se vai manter a produção e distribuição destes recursos.

A sustentabilidade vai, na perspetiva do autor, muito para além da definição de modelos variados de financiamento e remete também para outras questões, que poderão ser entendidas como acessórias mas que podem comprometer a viabilidade destes projetos, como por exemplo a falta de formação dos docentes. Mais do que se pensar na forma como os recursos são pagos, este artigo preocupa-se em saber o que são realmente estes recursos, quem é que os cria, que serviços envolvem e como distribui-los em larga escala.  Na prática o artigo procura, através da identificação de um conjunto de questões e problemas, encontrar um caminho viável para a gestão destes projetos, que não comprometa o seu objetivo primordial.

Os conceitos “recursos” e “abertos” são retomados neste artigo, recorrendo-se  ao conceito de objeto de aprendizagem e à distinção entre o que não tem custos e o que não tem restrições. 

Comentário
O artigo não dá respostas, dicas ou orientações precisas mas levanta questões e problemas pertinentes sobre os quais é necessário refletir e que são essenciais à gestão dos REAs, remetendo para a sua escalabilidade, sustentabilidade e viabilidade a longo prazo.



Recurso 2

Referência
Inuzuka, M. & Duarte, R. (2012) Produção de REA apoiada por MOOC. Recursos Educacionais Abertos: práticas colaborativas políticas públicas /Bianca Santana; Carolina Rossini; Nelson De Lucca Pretto (Organizadores). – 1. ed., 1 imp. – Salvador: Edufba; São Paulo: Casada Cultura Digital. 2012. 246 p. (p. 193-217). Retirado da web: http://www.artigos.livrorea.net.br/2012/05/producao-de-rea-apoiada-por-mooc/


Resumo
Trata-se de um estudo de caso baseado num MOOC sobre HTML desenvolvido na Universidade Federal de Goiás (UFG) e que utilizou REA em hipertexto. Depois da clarificação de alguns conceitos e problemáticas são descritas a tecnologia utilizada e as orientações pedagógicas que serviram de estrutura ao curso.

O artigo começa por clarificar alguns conceitos preliminares, essenciais à compreensão do estudo de caso, nomeadamente: “educação aberta”; “recursos educacionais abertos”; “conectivismo”; “MOOC”. É explicitada a relação entre MOOC e REA e identificadas as críticas da comunidade científica à relação entre o conectivismo e os MOOC.  

Os MOOCs são abertos, inspiram-se no conectivismo e nas redes e servem-se de REAs. Numa tentativa de analisar as características de cursos que se apoiam no conectivismo é feita uma análise comparativa de alguns cursos da Universidade de Standford e da Khan Academy que não sendo MOOCs são online, abertos e distribuídos massivamente. O conectivismo é neste artigo analisado através da comparação de quadros epistemológico desenvolvido por autores com Downes, Siemens e Driscoll e através da referência a uma experiência de MOOC analisada por Mackness, Mark e Williams.

O artigo aponta as fragilidades do estudo de caso remetendo para a deficiente divulgação que apenas atingiu um nicho muito específico de participantes, as respostas aos questionários foram dadas pelos que concluíram o curso e verificou-se ainda falta de produção ativa de REA quer devido a questões culturais, quer por lacunas a nível da prática pedagógica. Ainda assim existiu produção de conhecimentos através da partilha de soluções entre os participantes para a resolução dos problemas apresentados e o ambiente criado promoveu o grau de abertura defendido pela teoria conectivista.

Comentário
O artigo é relevante pela relação que estabelece entre MOOCs e REAs e pela  análise destes à luz do conectivismo. O estudo de caso para além de exemplificar o processo de construção de um MOOC quer do ponto de vista tecnológico, quer do ponto de vista pedagógico, também avalia a perspetiva dos participantes sobre a participação no MOOC.


domingo, 8 de dezembro de 2013

Cibercultura, por Lévy

Lévy numa das suas obras, Cibercultura, dá-nos uma perspetiva interessante sobre a sociedade atual, uma sociedade que mudou com a inovação e com as novas tecnologias que vieram criar espaços e formas novas de comunicação, de relação e de aprendizagem. Analisa as implicações culturais do desenvolvimento das tecnologias digitais de informação e comunicação. Enfatiza a atitude geral perante o progresso das novas tecnologias, a virtualização da informação e a mudança global.

O autor analisa este processo à luz de dois grandes conceitos o de ciberespaço que remete para rede, ou seja, o meio de comunicação que surge da “interconexão mundial dos computadores”(Lévy, 2000,p.16) e o conceito de cibercultura que diz respeito às práticas, atitudes, modos de pensamento que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespaço.

Recorrendo a metáforas biblícas o autor compara o dilúvio informacional, característico das sociedades atuais,  com o dilúvio bíblico e lança as questões “o que colocar na arca? Como ensinar as pessoas a nadar? Neste caso o que interessa aqui preservar e como ensinar as pessoas a navegar?

“Uma das hipóteses deste livro  é a de que a cibercultura expressa o surgimento de um novo universal diferente das formas culturais que vieram antes dele no sentido que ele se constrói sobre a indeterminação de um sentido global qualquer. “ (Lévy, 2000, p. 15)

É levantada a hipótese de que a cibercultura leva as mensagens ao seu contexto tal como acontecia nas sociedades orais e por oposição ao que aconteceu com o surgimento da escrita, onde os textos se separaram do contexto em que eram produzidos. A mensagem, na perspetiva do autor constrói-se e entende-se na interconexão das mensagens, através das comunidades virtuais que lhe dão sentidos variados e uma renovação permanente.

Ao meio (ciberespaço), às práticas e processos (cibercultura) o autor junto um terceiro conceito que aponta para o resultado, a inteligência coletiva, que é dinâmico e faz, através da sinergia de competências, recursos e projetos, mover a cibercultura. Lévy entende a inteligência coletiva com o motor da Cibercultura. Contudo, “o crescimento do ciberespaço não determina automaticamente o desenvolvimento da inteligência coletiva, apenas fornece a esta inteligência coletiva um ambiente” (Lévy, 2000, p. 29).

Lévy considera as que as “ tecnologias são produtos de uma sociedade e de uma cultura”( (Lévy, 2000, p. 22) e que estas não são nem boas nem más, no fundo serão aquilo que a sociedade fizer delas. Contrariamente ao que se possa pensar a tecnologia não é, como refer o autor através de outra metáfora, um míssil pronto a atacar o alvo: cultura e sociedade. A tecnologia é criada para e pelo Homem, para responder às suas necessidades, a que não significa que decorrente disso não advenham outras necessidades.

Na primeira parte do livro aqui em análise o autor analisa o impacto cultural e social de todas as novas tecnologias, recorrendo a vário conceitos: digitalização da informação, hipertexto e hipermídias, simulações, realidades virtuais, redes interativas e internet. Aqui são apresentados exemplos de cibercultura, ou seja ciberespaços onde a inteligência coletiva poderá ser promovida.


O correio eletrónico que permite o envio de mensagens de um para muitos, as conferências que permitem a partilha em grupo em tempo real e os sistemas de arquivo e transferência de ficheiros são três exemplos de cibercultura para o autor.  Atualmente os ciberespaços multiplicam-se diariamente, desafiando a inteligência coletiva proposta pela cibercultura, sendo esta a melhor forma para o autor de responder ao ritmo destabilizante da mutação técnica. 

Lévy, P. (2000) Cibercultura. Lisboa: Piaget.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Apresentação ao grupo

Olá a todos! 
Mesmo consciente que esta será uma etapa de muito trabalho, 
sinto-me muito entusiasmada por "estar aqui" com  vocês. 
Comecei por vos conhecer e, não me alongando muito, 
aqui vai a minha apresentação.

Sou a Diana, alentejana como o colega João Pinto, tenho 30 anos e
 vivo em Lisboa desde os 18 anos. Aqui fiz a Licenciatura em 
Ciências da Educação, na Universidade de Lisboa, e tenho trabalhado 
sempre na área do e-learning, no âmbito da Formação de Adultos.

Tenho aprendido muito na prática, no desenvolvimento de conteúdos e
 na coordenação pedagógica de cursos em formato e-learning e b-learning. 
Encaro cada projeto como um filho, aos quais me dedico a 1oo%. 

Tal como o colega Sérgio posso dizer que sou apaixonada pelo que faço. 
A propósito,  não tenho filhos, nem sou casada, mas está nos planos, tal 
como também gostaria muito de, a longo prazo, ser Doutorada em Educação 
como a nossa coordenadora Lina.  Pensamentos positivos, como sugere o
 colega Nelson, ajudam-nos a seguir o caminho.

Gosto de livros, filmes, música...adoro dançar e até acho que sei cantar sorriso 
Adorava saber tocar piano, talvez um dia vá visitar a colega Suzike para 
ela me ensinar.

Um beijinho

A Experiência no MAMBO


terça-feira, 15 de outubro de 2013

Abertura do blogue

Um espaço de reflexão, partilha e aprendizagem. ...

Um espaço de crescimento pessoal e profissional....

Um espaço que representa o início de um novo desafio....